Não se sabe o número de espécies que desaparecem naturalmente da Terra sem serem identificadas e/ou estudadas. Mas de 1810 até 1997 (187 anos), foram extintas 112 espécies de aves e mamíferos, sendo que entre 1600 a 1810 (210 anos) foram eliminadas somente 38 espécies. Hoje existem no mundo 3.956 espécies ameaçadas de extinção, 3.647 espécies vulneráveis e 7.240 espécies raras.

De acordo com a nova lista brasileira de animais em extinção de 22 de maio de 2003, existem cerca de 395 espécies em vias de extinguir-se, e 8 já extintas. Dela, fazem parte anfíbios, aves, répteis, mamíferos, insetos e outros invertebrados terrestres como: aracnídeos, dipoploda, gastropoda, oligochaeta e onychophora .Do total de 395 espécies animais em extinção no Brasil, 112 podem ser encontradas também em Minas Gerais, ou seja, 28% dos animais da lista brasileira. Esses são alguns dos animais brasileiro na lista de extinção: a Onça-Pintada Panthera onca, o Muriqui, Brachyteles aracnoides, o maior macaco das Américas, o Gato-do-mato Leopardus tigrinus, a Onça-parda Puma concolor capricornensis, a Jaguatirica Leopardus pardalis mitis, o Mutum-do-Sudeste, Crax blumenbachii, o Papagaio Chauá Amazona rhodocorytha entre outros.

PROTEGER E CONSERVAR: OBRIGAÇÃO DE TODOS.
A exploração desordenada do território brasileiro é uma das principais causas de extinção de espécies. O desmatamento e degradação dos ambientes naturais, o avanço da fronteira agrícola, a caça de subsistância e a caça predatória, a venda de produtos e animais procedentes da caça, apanha ou captura ilegais (tráfico) na natureza e a introdução de espécies exóticas em território nacional são fatores que participam de forma efetiva do processo de extinção. Este processo vem crescendo nas últimas duas décadas é medida que a população cresce e os índices de pobreza aumentam. Uma forma de se perceber o efeito deletério da exploração desordenada das áreas nativas sobre a fauna residente é o acréscimo significativo do número de espécies na lista oficial de fauna silvestre ameaçada de extinção. Essa lista foi revisada, pelo Ibama e Ministério do Meio Ambiente, em parceria com a Fundação Biodiversitas e a Sociedade Brasileira de Zoologia, com o apoio da Conservation International e do Instituto Terra Brasilis e nos aponta novos caminhos. Com ela podemos decidir quais espécies e ecossistemas devem ser prioritariamente protegidos e conservados e aqueles que poderiam ser utilizados dentro de princípios sustentáveis. Proteger e utilizar racionalmente os recursos faunísticos são ações de manejo que demandam conhecimento, técnica, controle e monitoramento. A proteção e o manejo ordenado da fauna silvestre na busca de sua conservação podem e devem ser feitos pelo Governo e a Sociedade de forma integrada no sentido de defender o que é de todos: o patrimônio natural do Brasil, bem de uso comum de todos os brasileiros e garantia para as futuras gerações.