Classe
Mammalia

Ordem
Carnivora

Família
Felidae

Gênero
Leopardus

Nome científico
Leopardus pardalis mitis

Nome vulgar
Jaguatirica

Categoria
Ameaçada de extinção


A Jaguatirica(Leopardus pardalis) é um dos predadores vistos na serra do Amolar, um trecho remoto e selvagem das terras pantaneiras. Felino ágil, costuma subir em árvores quando acuada ou em busca de comida.

Este felino, também conhecido como gato-do-mato, é originário da Mata Atlântica. Possui hábitos noturnos. Durante o dia procura os galhos das árvores para dormir. Se alimenta de pequenos roedores, insetos e passarinhos. A jaguatirica é muito perseguida devido ao grande interesse dos homens pela sua pelagem. E esta é, sem dúvida, a maior causa para que esta espécie esteja ameaçada de extinção.

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Animal ameaçado de extinção, a jaguatirica era encontrada em todo o Brasil. Seus habitats compreendem as florestas tropicais, a Caatinga, os Cerrados e o Pantanal.

São os maiores gatos-do-mato do Brasil. Assim como a onça, o peso e o tamanho variam conforme o habitat, e o tipo e a quantidade de alimento disponível.

Alimentam-se de pequenos mamíferos como filhotes de veados, pacas, cutias, preás, e pequenas aves. Na carência destes, também preda lagartos, pequenas serpentes, rãs e peixes. Esta dieta flexível é uma característica da jaguatirica. Caçam à noite e durante o dia, costumam dormir em ocos de árvores e grutas.

Outra particularidade observada foi a adaptação deste felino a ambientes degradados, inclusive bem próximos às cidades, onde pode alimentar-se de carniça.

Cada gestação pode variar de 70 a 85 dias (IUCN, 1996) e geralmente nasce apenas um filhote. Seu desmame ocorre entre 8 e 10 semanas e o crescimento é lento.

O perigo de extinção da jaguatirica se deve ao alto valor comercial de sua pele bem como à captura e venda ilegal. O mercado negro era (e ainda é) alimentado pelo costume adotado em muitos países de transformá-la em animal exótico de estimação.

Por seu pequeno porte e pela sua beleza, os pequenos zoológicos (principalmente os clandestinos) encontravam menor dificuldade em mantê-las em cativeiro. Em áreas onde seu habitat natural sofreu a pressão do homem, extingüidas suas presas naturais, passavam a atacar animais domésticos. Para defender suas criações, fazendeiros promoviam a caça indiscriminada ao animal.

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